Comemorações



Dessa vez não houve comemorações. Não ficamos acordados até tarde, não montamos a árvore de natal e não ganhamos presentes. Não assistimos o show do Roberto Carlos, não fizemos uma jantar especial e nem vimos os fogos brilharem no céu. Não fomos viajar, não ficamos com os amigos e nem se quer saímos do sofá. Na verdade esse ano foi diferente. Bem diferente! Mamãe fez macarronada pro jantar, Ester baixou um filme nacional pra assistirmos, papai arrumou a sala e Eliézer como sempre: fez nada. Dessa vez ficamos juntos. Realmente juntos: de consciência,  de sentimento, de conforto e comodidade. Nada foi planejado e tudo intencional, surgiu com naturalidade! A gente não precisou gastar dinheiro pensando nos presentes, não passamos horas na cozinha fazendo a ceia e nem nos demos o trabalho de tentar entrar no clima natalino. A gente não precisou fazer esforço pra que ele fosse bom. Só precisávamos daquilo que já tínhamos. Não posso dizer que esse foi um dia comum, porque foi na véspera do natal, mas agimos como se fosse. E essa é a graça: Ser o que é, estar como for. Não precisar de tradições e festanças pra ser feliz, usar aquilo que já tem, porque você não precisa de mais nada. Se entregar ao cotidiano, reagir, conversar, ser natural. Amar, dar risada, se deitar. Curtir, assistir filme, ficar em casa, comer macarrão e estar com a família.
Pra tudo isso, eu sinto muito, mas você não precisa do Natal. 
E é por isso que foi o melhor que tive! 
Dessa vez, pela primeira vez, descobrimos e o melhor presente que alguém poderia ter. A família.

25/12/2016

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